A maioria dos cientistas que estudam o clima diz que as metas instituídas em Kyoto apenas tocam a superfície do problema.
O acordo visa a reduzir as emissões nos países industrializados em 5%, enquanto é praticamente consenso entre os cientistas que defendem o corte nas emissões como forma de controlar o aquecimento da terra que, para evitar as piores conseqüências das mudanças climáticas, seria preciso uma redução de 60% das emissões.
Diante disso, os termos finais de Kyoto receberam, portanto, várias críticas, com alguns dizendo que o protocolo terá pouco impacto no clima e é praticamente inútil sem o apoio americano.
Outros, no entanto, dizem que, apesar das falhas, o protocolo é importante porque estabelece linhas gerais para futuras negociações sobre o clima.
Apesar de não ter metas a cumprir por ser um país em desenvolvimento e não ser considerado um país industrializado, o Brasil tem interesse em reduzir suas emissões, das quais 75% vêm do desmatamento da Amazônia. Aqui são queimadas anualmente 25 mil km de florestas primárias. Segundo levantamento feito pelo Ministério de Ciência e Tecnologia em parceria com outras instituições entre 1990 e 1994, o Brasil é responsável por 3% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa.
Fontes:
Protocolo de Kyoto. Atlântica. n.23 p. 06. out./nov/dez. 2003
Folha Online - Ciência. Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u12942.shtml e
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u39714.shtml - Acesso em: 23 fev. 2005